Ele pode se dar entre pais e filhos, casais, amigos…

Vamos, entretanto, fazer algumas considerações sobre os relacionamentos tóxicos/abusivos entre parceiros afetivos, em virtude de estarmos vendo um aumento significativo e alarmante dessa forma de relacionar-se adoecida.

Normalmente, ele começa de forma gradativa, com depreciações, proibições, tentativas de isolar o parceiro do convívio familiar e/ou social.

Exatamente porque as coisas começam brandas e vão se intensificando com o tempo, algumas vítimas do relacionamento abusivo custam a perceber que estão sendo enredadas em uma teia de violências.

Algumas, entretanto, se dão conta do que está acontecendo mas, mesmo assim, tem dificuldade em sair dessa situação.

Afinal, porque continuarmos num relacionamento gerador de sofrimento e angústia?
Por mais incoerente e absurdo que possa parecer, algumas pessoas acabam por buscar esse tipo de relacionamento, em consequência de crenças internas, não conscientes, determinantes para uma baixa autoestima, tendência à submissão, ou até em virtude de padrões aprendidos na infância (relacionamento abusivo dos pais).

Não se trata aqui de culpabilizarmos a vítima, mas de tentarmos esclarecer as razões pelas quais a(o) abusada(o), entra e permanece nesse tipo de relacionamento.

Medo de ficar sozinha(o), certeza de que não será capaz de se manter, emocional ou financeiramente, são reforçados pelo parceiro agressor, que fortalece ainda mais a dificuldade em dar um basta nessa relação tóxica.

Temos, ainda, outro componente nessas relações que é a “lua de mel”, ou seja, após as agressões, sejam elas verbais ou físicas, o agressor se arrepende e trata o agredido com carinho e faz juras de amor e promessas que o que houve, não mais se repetirá.

Nessa hora, aquele que deseja ardentemente ser amado, acolhido e cuidado, se rende e recapitula no desejo de terminar a relação, dando uma segunda chance ao parceiro.

Muitas vezes é somente através de ajuda externa, de amigos e parentes, que esse ciclo (ameaças, ciúmes, agressões verbais/ violência física / lua de mel) pode ser quebrado e a(o) agredida(o) reunirá forças para romper o relacionamento.

Texto escrito pela psicóloga – Mônica Martinez – 06/123494