Um Dia do Trabalho para refletir

 

Enfim chegamos a mais um 1° de maio…

Essa é a data que comemoramos o Dia do Trabalho, uma data que marca as conquistas históricas dos trabalhadores ao redor do mundo. Surgido no final do século XIX, fruto de intensas lutas por melhores condições de trabalho, este dia simboliza não apenas a celebração do labor, mas também a valorização do indivíduo nesse contexto que, em nossa sociedade, se faz inevitável. 

Entre sonhos e desafios

Desde a infância, vemos nossos pais, cuidadores e referências do mundo adulto exercendo suas atividades e fantasiamos, através de brincadeiras, o que é trabalhar. Nutrimos sonhos, expectativas e idealizações sobre o que seremos quando crescer. 

Quantas brincadeiras de “faz de conta” você encenou? Quantas vezes você se imaginou como médico, bombeiro, professor, astronauta,…?

Tudo isso representa o quanto esperamos e imaginamos, desde muito cedo, a possibilidade de um trabalho prazeroso, que poderíamos exercer quase como uma brincadeira de criança. E esses momentos existem – quando conquistamos nossas metas, quando nos sentimos valorizados e motivados, e, até mesmo, nas conversas e piadas com os colegas de trabalho. São essas (e outras) circunstâncias que tornam a vida profissional mais leve. 

Contudo, é evidente que, ao longo da jornada profissional, é inevitável nos depararmos com a realidade na qual vivemos e, muitas vezes, essa realidade entra em conflito com aquilo que idealizamos. Ao longo do caminho, somos desafiados a enfrentar diversos obstáculos que podem minar nossa motivação e, inclusive, nosso bem-estar. A sobrecarga de responsabilidades, o cansaço decorrente de uma rotina exaustiva, o sentimento de não pertencimento ou de não realização pessoal, as dúvidas, os questionamentos existenciais… E, simultaneamente, podemos dedicar tanto tempo às demandas profissionais – seja pela paixão (os famosos “workaholics”), por uma busca incessante pela perfeição ou por uma questão de necessidade financeira – que negligenciamos as nossas demandas

Além disso, os modelos atuais de trabalho, frequentemente pautados na busca incessante pela produtividade, também não contribuem para que a balança da vida profissional e pessoal tenha a possibilidade de encontrar um mínimo equilíbrio. 

Nem tudo é como a gente imaginava, MAS…

Reconhecer que o mundo em que vivemos está longe de ser ideal é o primeiro passo. Embora nem sempre possamos mudar as circunstâncias externas, é fundamental buscar o entendimento de que você, enquanto indivíduo, precisa estar em primeiro lugar na sua lista de prioridades. Afinal, mesmo considerando que você goste muito do seu trabalho, é preciso compreender e admitir: sem sujeito, não há trabalho. 

Muitos adotam, inclusive, o trabalho quase como um traço de personalidade, e característica aparentemente indissociável de si mesmo – digo aparentemente, pois nenhuma pessoa se resume a um único aspecto. Somos seres diversos e dotados de habilidades e necessidades igualmente diversas. Precisamos trabalhar para sobreviver, mas também precisamos comer, dormir, assistir uma série ou ler um livro, ter momentos de lazer, de descanso e cultivar relações saudáveis. Essas são medidas essenciais para preservar nosso bem-estar físico e mental. 

Neste 1º de Maio, permita-se refletir sobre o espaço que o trabalho ocupa na sua vida, para desenvolver a possibilidade de criar uma relação mais saudável com essa área e abraçar novas formas de se valorizar e de se cuidar.

Equipe Harmonie

Texto: Anna Carolina Cavalheiro

Arte: Isabela Lima

 

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