Você sabe o que é depressão?

O termo “depressão” acabou se tornando corriqueiro e tem sido utilizado para explicar diferentes comportamentos e sensações, como a tristeza e a desmotivação. Essa visão equivocada por parte de um grande número de pessoas é, no mínimo preocupante, pois tende a diminuir a seriedade com que o assunto deve ser tratado.

A depressão é, na realidade um transtorno mental (Transtorno Depressivo Maior) que apresenta todo um conjunto de sintomas físicos e emocionais com causas multifatoriais, dentre elas as hereditárias, emocionais e ambientais.

Homens e mulheres podem apresentar o quadro com incidência semelhante, mas pelo que se tem percebido, os homens acabam por comentar menos sobre os sintomas depressivos e, dessa forma, ficamos com a impressão de que a quantidade de mulheres com depressão, é maior.

Somente médicos e psicólogos podem diagnosticar com segurança se uma pessoa desenvolveu um quadro de depressão, mas é possível, diante de alguns sintomas, suspeitarmos da sua presença.

Se, num período maior do que duas semanas a pessoa apresentar sintomas como: fadiga, tontura, palpitação, alterações gástricas ou intestinais, alterações no sono, no apetite e, principalmente, perda de prazer ou interesse nas atividades diárias, sensação de culpa, agressividade, sem que nada de mais relevante tenha acontecido (alguma experiência marcante), podemos pensar na possibilidade de um quadro depressivo.

É importante entendermos que as crianças e os idosos também podem apresentar esse transtorno e devem ser tratadas o mais precocemente possível.

Mas afinal, por que o termo depressão caiu no senso comum?

É relativamente comum vermos na depressão, sintomas como a ausência de prazer e interesse por grande parte das atividades cotidianas, acompanhados de falta de energia e um recolhimento da pessoa em si mesma.

Em virtude da semelhança desses sintomas com aqueles nascidos de uma eventual tristeza (diante do término de um relacionamento, ou o falecimento de um ente querido, por exemplo), existe uma associação entre uma coisa e outra e, em consequência, uma banalização desse transtorno.
Ocorre que, diante um rompimento amoroso ou a perda de um emprego e etc, a tristeza e a apatia inicial, vão desaparecendo ao correr dos dias, e assim, a pessoa consegue retomar a sua vida.

Já na depressão isso não acontece. Ao contrário, a tendência é que o quadro seja agravado e existe a necessidade do intervenção medicamentosa, que atuará na química cerebral e de psicoterapia para que o psicólogo possa ajudar a pessoa a lidar com as emoções que estão por trás desse quadro depressivo.

Infelizmente, por falta de esclarecimento, a depressão ainda hoje é vista como preguiça e “frescura” e o depressivo estigmatizado como alguém que não quer reagir e melhorar.
Como nem sempre a pessoa ou os familiares têm o conhecimento do que seja a depressão, a ajuda pode demorar e se agravar. A incidência de tentativas de suicídio por pessoas com depressão cresce a cada dia.

Precisamos tratar a depressão com a seriedade necessária e abandonarmos de vez a visão deturpada do que o depressivo está nessa condição por escolha.

Vamos refletir?

Monica Martinez
Psicóloga Clínica – CRP 06/123494
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Este texto foi também publicado no blog: Cá entre nós psicólogos

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