A Transexualidade é uma das diversas possibilidades de identidade de gênero.

Quando falamos em transexualidade, falamos sobre pessoas que biologicamente nasceram com caracteres físicos relacionados a um gênero, mas se sentem e se compreendem no outro gênero. Desta forma, quando falamos de uma pessoa que nasceu biologicamente homem mas se identifica como mulher; Seguindo o mesmo raciocínio, um homem transexual nasceu biologicamente do sexo feminino e se identifica como homem.

A incongruência de gênero dá sinais desde a tenra infância, quando a criança vive fantasias e brincadeiras relacionadas ao gênero com o qual se identifica. Certa vez ouvi de uma mulher transexual que percebeu que “não era” uma menina quando aos três anos, foi apresentada como filho por sua mãe. Isso não significa que toda criança que brinca ser de outro gênero será um adulto transexual. A brincadeira de papel de gênero é comum na infância, quando a criança está em fase de aprender sobre o mundo, a sociedade e as pessoas. O que acontece é que para a pessoa trans, tais comportamentos são recorrentes.

Mas o que a pessoa transexual sente antes de sua descoberta?

É comum ouvir relatos sobre o momento em que estas pessoas se entenderam transexuais. A grande maioria afirma que sentiram estranheza ou desconforto durante a infância, mas só entenderam a questão durante a adolescência. Este período é, em geral, repleto de sofrimentos e angústias, pois a adolescência por si já é uma fase difícil, com a descoberta a definição da personalidade, a necessidade de aceitação social e os conflitos por autonomia. Para somar, a pessoa transexual precisa lidar com o desenvolvimento do corpo, aumento de hormônios relacionado ao sexo biológico e desenvolvimento de interesse sexual. Em diversas histórias, estas questões colocam o adolescente em situações de preconceito, exclusão social e violência física e/ou psicológica.

O que é a transição de gênero?
Chamamos de transição uma série de procedimentos e ações que a pessoa trans pode realizar para se adequar ao gênero ao qual se identifica. São elas:

1) Mudanças reversíveis: Escolha de roupas adequadas ao gênero atribuído, cortes ou crescimento de cabelos, uso de produtos cosméticos, escolha de nome social.

2) Mudanças parcialmente reversíveis: Uso de hormônios para alterações físicas, implantes de silicone, mudança de nome e gênero em registros civis.

3) Mudanças irreversíveis: Procedimentos cirúrgicos invasivos, tais quais a Vaginoplastia (procedimento no qual é feita uma vagina a partir dos órgãos sexuais masculinos), Neofaloplastia (procedimento no qual é feito um pênis a partir de exertos do corpo do paciente), Mastectomia (retirada de mamas) e Histerectomia (retirada de ovários, trompas e útero).

A partir do momento em que a pessoa trans realiza a transição de gênero, é possível verificar a diminuição de questões de ansiedade e depressão. Viver em um corpo que não está de acordo com seu sentimento é um grande peso para muitas pessoas. A partir do momento em que enxergam no espelho o que enxergam quando fecham seus olhos, sentem grande alívio.

Como é o preconceito para a população Trans?
A população trans sofre diversos preconceitos, violências e têm seus direitos rejeitados por conta da falta de informação e empatia da sociedade. O Brasil é o país que mais mata transexuais no mundo, mas mesmo os números são confusos e atrasados, tamanha a invisibilidade da questão trans na sociedade. Muitos crimes contra a população trans são divulgados com outras causas que não a LGBTfobia, incluindo as pessoas desaparecidas e as cenas de crime forjadas.

Sou psicóloga clínica e atendo pessoas transexuais na cidade de São Paulo. Um dos sentimentos mais presente em consultório é o medo, que estas pessoas vivem diariamente. Acredito que quanto mais informação existir, mais eles e elas vivem suas vidas mais tranquilamente.

Caso você queira saber mais, meu e-mail é elispena@hotmail.com , sou psicóloga clínica e atendo no Tatuapé. Para agendar consulta de psicoterapia comigo ligue na Harmonie Instituto: (11) 2478-6597 / 95396-3704 (Whatsapp) ou por e-mail: contato@harmonieinstituto.com.br

Atenciosamente,

Elis Pena
Psicóloga Clínica

Abaixo, há um vídeo de uma Transmissão ao vivo realizada pela psicóloga em nossa Página do Facebook sobre o tema. Confira: